5 de setembro de 2012

Por que os aviões não têm paraquedas?

Infelizmente, o uso de paraquedas por passageiros e pelas próprias aeronaves são questões que possuem diversos obstáculos.


Por que os aviões não têm paraquedas?


Nos últimos anos, o transporte aéreo vem se tornando uma opção bastante viável para quem quer viajar. As passagens mais baratas, as diversas linhas, a rapidez e a comodidade oferecidas são ótimos atrativos, especialmente para longas distâncias. Além disso, já foi comprovado que o avião é um dos transportes mais seguros — é pelo menos 10 vezes mais garantido contra acidentes do que viajar de carro, por exemplo.

Os dados relativos a imprevistos com aeronaves são realmente impressionantes: o risco de envolvimento em um acidente é de um em três milhões. Além disso, a cada ano, as companhias buscam formas de aperfeiçoar os aviões, já que o fator segurança está dez vezes melhor em três décadas — se há 30 anos as chances de um acidente acontecer eram de uma em 140 milhões de milhas voadas, hoje é a cada 1,4 bilhão de milhas.

Mesmo sabendo de dados tão expressivos, quando se está voando a muitos quilômetros de distância da superfície, é impossível não pensar sobre os procedimentos que poderiam lhe dar ainda mais segurança lá em cima. E uma das perguntas mais curiosas a se fazer nesse momento seria: por que não existem paraquedas para os passageiros ou para o próprio avião?

Afinal, quase todo mundo sabe que um paraquedas em altitudes elevadas é sempre bem-vindo. Muitos aviões pequenos já possuem paraquedas que funcionam como freios e ajudam a diminuir o impacto. Se há tal possibilidade de aumento na segurança dos voos, por que os aviões comerciais ainda não optaram por esse tipo de abordagem? E um paraquedas não seria ainda mais seguro para os passageiros do que uma cadeira flutuante?

Muitas vezes, não há tempo hábil ou altitude suficiente

Apesar de acontecer com certa raridade, as quedas de aviões costumam ser catastróficas e com pouquíssimos sobreviventes. Na análise das ocorrências mais comuns nesse cenário de acidentes, é apontado que muitos imprevistos acontecem principalmente depois da decolagem ou mesmo na hora do pouso.

Nesses casos, não haveria tempo ou altura suficientes para que um paraquedas entrasse em funcionamento efetivo para os passageiros — e provavelmente para a aeronave, que requereria um esforço e tempo maior para ser “freada”.

Por que os aviões não têm paraquedas?

Assim, o “tempo” se torna um dos principais “inimigos” na ideia de se optar pelo uso do paraquedas. Um exemplo é a tragédia do voo Air France 447 (Rio-Paris, 2009), em que mais de 200 pessoas morreram: o Airbus despencou de 11,5 quilômetros de altitude em 3 minutos e 30 segundos no Oceano Atlântico.

Tal velocidade de queda impediria que todos os passageiros conseguissem vestir os paraquedas ou mesmo saltar do avião — procedimento que ainda encontraria na histeria em massa um obstáculo. Além disso, a velocidade da queda pode ser tão alta que nem os próprios tripulantes poderiam avisar a tempo os passageiros sobre o que estaria acontecendo.

Passageiros despreparados

Por mais que o procedimento possa parecer simples (colocar nas costas, saltar e puxar a cordinha), saber usar um paraquedas de forma segura requer um curso específico — e ninguém aprenderia só no tempo das instruções passadas por aeromoças antes do início do voo.

Por que os aviões não têm paraquedas?

Além disso, nem todas as pessoas estariam aptas a utilizar um paraquedas. Por exemplo: como seria para uma mãe saltar em altitude e velocidade elevadas com um bebê no colo? Ou uma pessoa bem idosa colocar um paraquedas pesado nas costas e se locomover, em meio a movimentos do avião em queda, até a porta para o salto?

Infelizmente, o uso desse tipo de equipamento poderia ser um obstáculo para vários passageiros, inclusive crianças e pessoas com necessidades especiais.

Estrutura inadequada para saltos

As diferenças entre um C-130 Hercules e um avião comercial são bastante visíveis: enquanto o primeiro foi concebido para transportar tropas e carga, além de paraquedistas, o segundo possui uma estrutura fechada e com portas feitas para não serem abertas no ar — só em último caso.

Por que os aviões não têm paraquedas?

O C-130 Hercules possui uma grande rampa na traseira que pode ser aberta durante o voo, além de assentos que ficam nas laterais da aeronave (e não no meio) e uma fuselagem maior. Já os aviões comerciais não possuem tanto espaço para a locomoção em massa entre as poltronas e, por viajarem em altitudes ainda mais elevadas, podem apresentar riscos caso uma as portas forem abertas.

Por que os aviões não têm paraquedas?

No caso, se o procedimento for realizado para que os passageiros do voo comercial realizem o salto com paraquedas, um grande novo problema aparecerá: a despressurização. Em uma altitude bastante elevada e a uma velocidade de 800 km/h, por exemplo, só a abertura da porta já poderia causar a morte dos passageiros antes da queda, especialmente pela pressão e temperaturas baixas que eles encontrariam por lá.

Aviões comerciais são muito pesados

Os aviões pequenos — que transportam poucos passageiros e são mais leves que outras aeronaves — conseguem utilizar o paraquedas como uma forma de frear ou diminuir um impacto.

Por que os aviões não têm paraquedas?

Claramente, trata-se de uma ótima ideia para aviões comerciais, que poderiam evitar muitos acidentes e salvar diversas vidas com tal recurso. O problema, no entanto, está no tamanho e na velocidade que as aeronaves com muitos passageiros apresentam, já ainda não foi possível criar um paraquedas forte o bastante para aguentar tais proporções.

Para se ter uma ideia, um pequeno avião pesa cerca de mil quilos e viaja a cerca de 300 km/h. Já um Boeing 747 — uma das maiores aeronaves da história — pesa mais de 400 mil quilos e chega a uma velocidade de mais de mil quilômetros por hora.

Por que os aviões não têm paraquedas?

Esses dados são um desafio para as empresas, que buscam encontrar uma forma de produzir paraquedas que deem conta dos grandalhões do céu. Até os aviões comerciais menores que um Boeing 747 apresentam um tamanho ainda elevado para os paraquedas de hoje em dia — um Boeing 707 atinge velocidade máxima de cerca de 800 km/h e possui um peso acima de 100 mil quilos, por exemplo.

Felizmente, especialistas em aviação continuam a pressionar sobre esta questão e há grandes possibilidades de que, no futuro, o paraquedas se torne mais um item de segurança em todos os aviões.

4 de setembro de 2012

Nasa capta explosão solar

O "Solar Dynamics Observatory" da Nasa capturou, na sexta-feira, a erupção de um filamento no sol. No vídeo é possível ver, numa luz ultra-violeta, que o filamento colapsa e depois explode.

A Nasa espera que a radiação resultante da situação atinja a Terra esta segunda-feira mas, apesar da dimensão da explosão, a única consequência será uma ligeira tempestade geomagnética.

 



Ainda assim, a Nasa fez saber que no ano de 2013 o Sol vai atingir uma fase do seu ciclo onde grandes explosões e tempestades serão mais prováveis.

O Congresso dos EUA já alertou os cidadãos norte-americanos para esta "tempestade do século" e para a necessidade das comunidades se precaverem com os recursos necessários.

Alguns países europeus também já estão a tomar "importantes medidas ao nível da prevenção".

31 de agosto de 2012

Três formas de viajar no tempo

 

Três formas de viajar no tempo
 
O físico britânico Stephen Hawking, em um artigo, mostrou não apenas uma, mas três formas de viajar no tempo que ele considera possíveis.

A quarta dimensão:

Primeiro você precisa aceitar que o tempo é uma dimensão, assim como o comprimento, a profundidade e a altura. O exemplo usado por Hawking é um percurso de carro. Se você vai para frente você se move em uma dimensão. Se você vira para a esquerda ou direita, você se move em outra. A terceira é se você sobe ou desce algum relevo. E a quarta é o tempo que você leva para fazer isso.

Nos filmes normalmente vemos uma enorme máquina que cria uma brecha na quarta dimensão e nos permite viajar para o futuro ou para o passado. Embora a questão da máquina seja ficcional, o conceito pode ser até “praticável”.

As leis da física permitem a noção de viagens no tempo, através do que conhecemos como “buracos de minhoca”. Para Hawking, os buracos de minhoca estão ao nosso redor, só que eles são muito pequenos para serem vistos. Segundo ele nada que conhecemos é liso e completamente sólido – tudo tem pequenos buracos e rugas e isso quer dizer que o tempo, como a quarta dimensão, também teria imperfeições que poderiam ser aproveitadas para viagens no tempo. Isso se conseguíssemos encontrá-las.

Vapor quântico e pequenos buracos de minhoca:

Em escalas minúsculas – menores ainda do que a escala atômica – a matéria “vira” o que é chamado pelos físicos de vapor quântico. É lá que os buracos de minhoca de que falamos antes existem. Pequenos túneis que se abrem e se fecham de forma aleatória que podem levar a dois lugares diferentes no tempo.

Apesar de ser uma estrutura minúscula, Hawking acredita que seja possível pegar um buraco de minhoca e esticá-lo, deixando- grande o suficiente para que uma pessoa passe por ele. Teoricamente eles poderiam nos levar para outros lugares no tempo. No entanto, como há paradoxos estranhos, envolvendo viagens ao passado (por exemplo, se você viaja ao passado e impede que seus pais se conheçam, como você nasceria para impedi-los de se conhecerem em algum lugar no futuro?),cientistas acham que apenas a viagem ao futuro seria possível.

O tempo como um rio corrente:

Hawking acha que, talvez, a radiação pudesse inutilizar buracos de minhoca que cientistas esticassem para que as pessoas viajassem no tempo. No entanto, ele tem outra solução: navegar o rio das variáveis do tempo.

Para ele, o tempo flui como um rio e nós somos carregados pela corrente. Mas, como um rio, há lugares em que a correnteza é mais rápida ou mais lenta – e essa seria a chave para viagens ao futuro.
Albert Einstein propôs essa idéia cem anos atrás e, segundo Hawking, ele estava absolutamente certo. A prova pode ser encontrada em satélites que possuem relógios internos. Quando saem da Terra eles estão certos, mas os cientistas percebem que eles ficam adiantados no espaço porque o tempo fora do planeta seria mais rápido.

Einstein acredita que a matéria faz com que o tempo se arraste, por isso, no planeta, o tempo correria mais lentamente.

A verdade sobre a febre

 

A verdade sobre a febre
 
A febre é um assunto que precisa ser esclarecido, pois se trata de um dos mecanismos mais importantes dos processos de autocura. Controlada pelo Sistema Fundamental de Regulação, ela reflete a ação enzimática das células do sistema imunológico envolvidas no combate à presença de microrganismos ou toxinas.

Isso significa que sua intensidade será sempre a mais correta e precisa em relação às necessidades de desintoxicação do organismo. Por isso, tem de ser respeitada e jamais interrompida com medicamentos antitérmicos, que sabotam o próprio processo de autocura do organismo, promovendo conseqüências imprevisíveis.

Poucos sabem que a febre só é realmente perigosa acima de 42,2ºC, como afirma “Os Princípios da Medicina Interna” de Harrison, embora existam exceções, como no caso da pediatria e das pessoas que sofrem de pressão alta, embora, mesmo nesses casos, nada deve ser feito até os 38,5ºC. E quantas vezes na vida alguém já viu um termômetro chegar aos 41ºC ? Poquissimas né?

Por que sentimos medo do número 13?

Medo irracional a números pode estar relacionado à ansiedade e à depressão.

Por que sentimos medo do número 13?

O número 13 faz parte das superstições de inúmeras culturas, sendo tão popular que inclusive existe um nome para a fobia relacionada a ele — a Triscaidecafobia —, assim como existem grupos de ajuda para quem deseja superar o medo. Mas você sabe de onde é que tiraram a ideia de que um número pode ser tão maldito assim?

De acordo com o pessoal do site wise GEEK, o medo relacionado ao número 13 existe há séculos, e muita gente se baseia em explicações históricas e mitológicas para justificar a sua maleficência.

Um dos mitos relacionados ao fatídico número é de que o 13º artigo do famoso Código de Hamurabi teria sido omitido, quando, em realidade, o tal código nem sequer é numerado. Outro mito associaria o número 13 ao cristianismo, baseado no número de apóstolos que participaram com Jesus da última ceia, sendo Judas o 13º a se sentar à mesa — além de ter sido ele o homem que traiu Cristo.

Pura superstição

Entretanto, o medo em si pode estar relacionado a outros problemas, como a ansiedade e a depressão, por exemplo, fazendo com que as pessoas acabem associando emoções negativas a um número específico (o 13 já se tornou famoso mesmo, juntamente com o 666), sentindo-se mais estressadas e temerosas em datas como a “Sexta-Feira 13”.

Assim, para superar o medo irracional dos números — porque, convenhamos, é irracional! —, o melhor mesmo é tentar encontrar a origem do problema, desvendando o que é que realmente nos faz direcionar nossas emoções negativas a um simples e inocente número.

Telescópio detecta buracos negros e galáxias que estavam «escondidos»



Um telescópio especial detectou milhões de buracos negros supermaciços e galáxias com temperaturas extremamente altas, que estavam «escondidos» atrás de uma nuvem de poeira interestelar.

O Wide-Field Infrared Survey Explorer (Wise), telescópio da agência espacial norte-americana Nasa, conseguiu captar comprimentos de ondas ligados ao calor dos astros, o que fez com que conseguissem observar e mapear pela primeira vez alguns dos objetos mais iluminados do Universo.

A expectativa dos cientistas é de que a descoberta os ajude a entender como as galáxias e buracos negros se formam.

Os astrónomos já sabiam que a maioria das galáxias possuem buracos negros no centro, que são «alimentados» com gases, poeira e estrelas em seu redor. Às vezes, os buracos negros soltam energia suficiente para impedir a formação de estrelas.

A forma como estrelas e buracos negros evoluem juntos, no entanto, continua a ser um mistério para os cientistas. A esperança é que os dados do telescópio Wise possibilitem novas descobertas neste ramo.

O Wise tem capacidade de detectar comprimentos de onda que ficam muito além do campo de visão dos telescópios actuais, o que lhe permite fazer diversas descobertas inéditas na ciência.
O telescópio ganhou a fama de «caçador de buracos negros».

«Nós encurralamos os buracos negros», diz Daniel Stern, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), um dos autores dos três estudos que foram apresentados quarta-feira.

Stern e os seus colegas usaram outro telescópio (Nustar) para analisar os dados dos buracos negros captados pelo Wise e apresentaram os dados num artigo que será publicado na revista científica Astrophysical Journal.

Outros dois estudos pormenorizam galáxias com temperaturas extremamente altas e com brilho intenso, que até recentemente não conseguiam ser detectadas. O termo em inglês para essas galáxias é «hot dust-obscured galaxies», ou hot-Dogs («cachorro-quente», em inglês).

Mais de mil galáxias já descobertas são mais de 100 vezes mais brilhantes que o Sol da Via Láctea.
Os dados da missão Wise estão a ser disponibilizados ao público, para que todos os cientistas possam contribuir nas pesquisas espaciais.


Lua azul hoje à noite, só volta a acontecer em 2015



Hoje é dia de olhar para o céu e apreciar a Lua azul pela última vez em 2012. O fenómeno só irá acontecer em 2015, mas que não se espere ver o satélite natural da terra colorido de azul.

De facto, o termo Lua azul não se refere a cor, mas à raridade do fenómeno. Lua azul é a definição para a quarta Lua cheia de uma estação, ou, mais concretamente, a segunda Lua cheia num mês. Este mês, a primeira lua cheia foi a 1 de agosto.

As luas azuis acontecem devido ao facto de o calendário não ser exatamente sincronizado com a órbita lunar. A Lua leva 29,5 dias a ficar cheia e o mesmo tempo a diminuir para lua nova. Com a excepção de fevereiro, os meses são mais longos do que isso, o que significa que de vez em quando a sincronia é perfeita para que ocorram duas Luas cheias num único mês.

O fenómeno é tão raro – em intervalos médios de 2,7 anos - que os ingleses usam até uma expressão, «once in a blue moon» (uma vez na Lua azul), para significar algo que acontece esporadicamente.
A última lua azul foi registada a 31 de dezembro de 2009, que coincidiu na ocasião com um eclipse lunar parcial para quem vive na Europa, Ásia, África e partes do Alasca.

Mais raro ainda é um único ano com duas Luas azuis. Aconteceu em 1999, e deverá ocorrer novamente em 2018.

28 de agosto de 2012

Astrônomos encontram duas galáxias idênticas à Via Láctea

Descoberta confirma a teoria de que a nossa galáxia é extremamente rara.
Astrônomos encontram duas galáxias idênticas à Via Láctea

Embora a Via Láctea seja uma galáxia bastante típica, o fato de contar com duas pequenas vizinhas — as Nuvens de Magalhães, a Grande e a Pequena, que são visíveis do Hemisfério Sul — faz dela uma formação bastante rara. Tanto que, de acordo com uma notícia publicada pelo site Sci-News, até o momento apenas outras duas galáxias iguais à nossa foram identificadas.

Segundo a publicação, um grupo internacional de astrônomos, depois de avaliar o GAMA — o mais detalhado mapa do Universo disponível até o momento —, conseguiu identificar 14 galáxias similares à nossa entre as milhares visíveis no mapa, sendo que apenas duas delas são praticamente idênticas à Via Láctea.

Irmãs gêmeas

Conforme explicaram os astrônomos, apenas 3% das galáxias parecidas com a nossa contam com pequenas vizinhas como as Nuvens de Magalhães (quando falamos “pequenas”, estamos comparando com o tamanho da Via Láctea). Entretanto, é raríssimo que as galáxias do tipo “vizinhas” sejam tão grandes como as nossas duas companheiras.

Os astrônomos também descobriram que as galáxias que contam com essas formações vizinhas menores geralmente são as mais parecidas com a Via Láctea, destacando que as Nuvens de Magalhães são extremamente raras e somente existirão por alguns bilhões de anos, insistindo que devemos aproveitar o privilégio de poder observá-las enquanto ainda é possível.

Astrônomos afirmam que o Universo é homogêneo

Levantamento confirma o modelo do Universo criado por físicos com base na teoria geral da relatividade de Albert Einstein.
Astrônomos afirmam que o Universo é homogêneo

De acordo com um estudo realizado por um grupo de astrônomos australianos, quando observado em larga escala, o Universo seria homogêneo, confirmando as teorias existentes sobre como a matéria se encontra distribuída através do espaço.

Segundo a notícia publicada pelo ICRAR (International Centre for Radio Astronomy Research), os astrônomos se basearam em informações obtidas através do WiggleZ Dark Energy Survey, um mapa detalhado do Universo que apresenta a localização exata de mais de 200 mil galáxias, em um levantamento em larga escala nunca realizado anteriormente.

Os astrônomos traçaram círculos imaginários ao redor de galáxias, contando quantas delas existiam dentro dessas circunferências. Depois, os pesquisadores geraram uma distribuição aleatória de pontos e contaram o número de galáxias dentro de círculos de tamanhos iguais aos desenhados anteriormente, para poder comparar os resultados.

Distribuição uniforme

Dessa forma, se tivéssemos uma câmera capaz de registrar o tamanho do Universo e que nos permitisse fazer um “zoom out” dele — ou seja, afastar a perspectiva —, seríamos capazes de observar que as estrelas se amontoam formando galáxias, e essas, por sua vez, se reúnem para formar agrupamentos ainda maiores. Esses grupos, por fim, também se encontram próximos o suficiente para formar superagrupamentos.

Entretanto, todas essas formações, quando observadas de muito longe e em larga escala, apareceriam de forma homogênea, apresentando uma distribuição da matéria bastante uniforme e confirmando o modelo do universo criado pelos físicos com base na teoria geral da relatividade proposta por Albert Einstein.

Gelo do Ártico atinge nível recorde de baixa e deve continuar derretendo

A calota polar do Ártico encolheu ainda mais, ultrapassando o recorde estabelecido há apenas cinco anos, e deve continuar diminuindo ao longo de mais algumas semanas, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira. O gelo do mar do Ártico caiu para 4,10 milhões de km², o número mais baixo desde que os satélites começaram a medir o gelo em 1979, segundo o Centro Nacional de Dados da Neve e do Gelo dos Estados Unidos.

"É um pouco surpreendente ver a extensão de gelo marinho do Ártico de 2012 cair em agosto para baixo do recorde de baixa de 2007 em setembro", disse Walt Meier, cientista do centro. "É provável que ultrapassemos bastante o recorde de declínio neste ano no momento em que tudo for dito e feito".
Espera-se que o gelo diminua até meados e o final de setembro, quando o derretimento do verão geralmente acaba, segundo o centro. O encolhimento do gelo do Ártico alarma os cientistas e ambientalistas porque o Ártico age como o ar-condicionado do mundo, ajudando a moderar o clima do planeta.

Curiosity reproduz pela primeira vez a voz humana em Marte

Imagem feita com a câmera de 100 mm da Curiosity foi divulgada nesta segunda-feira. O equipamento tem resolução três vezes melhor que a câmera de 34 .... Foto: Nasa/Divulgação

A voz de um ser humano soou nesta segunda-feira pela primeira vez em Marte e, embora não fosse uma "presença humana física", representou um marco na missão da sonda Curiosity, que já está há 20 dias no Planeta Vermelho.

"Olá. Sou Charlie Bolden, administrador da Nasa, falando com você através da capacidade de difusão da Curiosity Rover, que agora está na superfície de Marte", foram as palavras escutadas nas instalações da agência espacial americana.

"Desde o início dos tempos, a curiosidade da humanidade nos levou a buscar constantemente algo novo (...) Novas opções de vida além do horizonte. Quero felicitar os homens e mulheres de nossa família da Nasa, assim como nossos parceiros comerciais e governamentais de todo o mundo por ter dado mais um passo em Marte", continuou a gravação.

Segundo explicou o diretor da Nasa na mensagem, a agência espera obter informações importantes através da análise da cratera Gale, que será fundamental para saber se Marte foi ou será apto para abrigar vida.

"A Curiosity trará benefícios à Terra e inspirará uma nova geração de cientistas e exploradores, enquanto se prepara o caminho para uma missão humana em um futuro não muito distante ", disse Bolden na mensagem gravada.

A reprodução da voz de Bolden, que foi enviada da Terra ao Curiosity, soou no Planeta Vermelho e depois foi mandada outra vez à Terra. "Com a presença desta voz, se dá outro pequeno passo à presença humana além da Terra, e a experiência de explorar mundos remotos se põe um pouco mais próxima de todos nós", disse Dave Lavery, diretor do programa Curiosity.

As mais recentes imagens obtidas com as teleobjetivas do robô mostram cenas de encostas erosionadas, com camadas geológicas claramente expostas, com uma resolução e nitidez muito mais elevadas que as anteriores. O Curiosity, que aterrissou na superfície de Marte na madrugada do dia 6 de agosto, enviou centenas de fotografias em preto e branco e em cores que proporcionaram a visão mais nítida de Marte conhecida até agora.

31 de julho de 2012

É este o local mais provável para encontrar vida extra-terrestre?



Chama-se Enceladus, tem menos de 500 quilómetros de diâmetro, é uma pequena lua de Saturno e está no centro das atenções dos cientistas. Nesta altura apresenta-se como o local mais provável para encontrar vida extra-terrestre, dizem.

Os novos dados revelados recentemente pela sonda Cassini, que está na órbita de Saturno há oito anos, fizeram despertar este interesse súbito por Enceladus. Já se sabia que a pequena lua tinha atmosfera e que tinha geisers de água a sair da superfície. Agora constatou-se que esses geisers contêm compostos orgânicos complexos.

«Faz acender todos os sinais de alarme que temos no que diz respeito à busca por vida noutro planeta. Tem água líquida, material orgânico e uma fonte de calor. É difícil encontrar algo mais sugestivo, a não ser receber um sinal rádio de extra-terrestres em Enceladus a dizer-nos para os irmos buscar», diz Chris McKay, astrobiólogo da NASA citado pelo «Guardian».

Passe o exagero, os sinais dados por Enceladus parecem tão animadores que um grupo de cientistas da NASA baseados no Jet Propulsion Laboratory de Pasadena está a tentar promover uma missão a Enceladus para recolher amostras. O que pode levar duas décadas.

A Cassini demorou sete anos a chegar a Saturno. «Uma missão a Enceladus demoraria o mesmo», diz McKay, acrescentando que seriam depois necessários alguns anos para recolher as amostras, e mais sete para elas voltarem à Terra.

Mesmo assim, eles defendem que Enceladus pode ser uma melhor aposta que Marte, o local onde se tem centrado as buscas humanas por outras formas de vida. «Para a vida evoluir precisa de água líquida e, embora seja claro que ela já fluiu em Marte, é discutível se continua a existir», defende Charles Cockell, da universidade de Edimburgo.

A britânica Michelle Dougherty, um dos cérebros por trás da programação da Cassini, apoia a aposta em Enceladus: «Acho que é uma das melhores apostas que temos para encontrar vida noutro mundo do nosso sistema solar. Vale seguramente a visita, mas não é a única esperança que temos. As luas geladas de Júpiter também parecem boas hipóteses.»

30 de julho de 2012

Universo pode ter singularidade não prevista por Einstein

Universo pode ter singularidade não prevista por Einstein
Curvatura do espaço-tempo

A teoria da relatividade geral de Einstein estabelece que corpos de grande massa curvam o tecido do espaço-tempo, sendo essa curvatura um efeito que conhecemos como força da gravidade.

Isso significa que Einstein considerava que o tecido do espaço-tempo é originalmente plano em um dado local.

Mas pode não ser bem assim.

É o que propõem Moritz Reintjes e Zeke Vogler (Universidade de Michigan) e Blake Temple (Universidade da Califórnia, em Davis).

Segundo eles, há uma outra forma de criar ondulações no tecido do espaço-tempo.

"Nós demonstramos que o espaço-tempo não pode ser localmente plano em um ponto onde duas ondas de choque colidem," explicou Temple. "Isto representa um novo tipo de singularidade na relatividade geral".

Singularidade

Os físicos chamam de singularidade o núcleo de um buraco negro, onde a curvatura do espaço-tempo atinge valores extremos, algo que as equações da física não contemplam.

De forma mais geral, uma singularidade é um pedaço do espaço-tempo que não pode parecer plano em nenhum sistema de coordenadas.

Segundo a relatividade geral, a gravidade é tão forte perto de uma singularidade que o espaço-tempo se distorce.

Singularidade de regularidade

Uma onda de choque pode criar uma descontinuidade, uma mudança abrupta, na pressão e na densidade do tecido do espaço-tempo, criando um ressalto em sua curvatura.

Mas, desde os anos 1960, os físicos calculam que uma única onda de choque não é suficiente para descartar a natureza plana do espaço-tempo em um determinado local.

O que os pesquisadores demonstraram agora é que isso pode acontecer quando duas ondas de choque colidem.

Segundo eles, o cruzamento das ondas de choque cria um novo tipo de singularidade, que eles chamaram de singularidade de regularidade.

"O que é surpreendente é que algo tão suave quanto ondas interagindo possa criar algo tão extremo quanto uma singularidade no espaço-tempo," disse Temple.

Em busca de uma singularidade

Os pesquisadores estão agora se debruçando em busca de manifestações dessa singularidade de regularidade, efeitos que possam ser medidos no mundo real.

Segundo eles, é possível que ondas de choque que passem pelo interior de estrelas possam criar suas singularidades regulares.

Mas será preciso demonstrar isto matematicamente antes que os astrofísicos possam começar a procurar por seus sinais.

Ataque do sol vampiro! Os astrônomos detectaram sistema binário onde uma estrela suga a vida de outra.

O Universo é um lugar diverso, e muitas estrelas são bem diferentes do sol.

Agora uma equipe internacional usou o Very Large Telescope no Chile para estudar o que é conhecido como O-estrelas do tipo, que têm muito elevada temperatura da massa e brilho.

Essas estrelas têm vidas curtas e violentas e desempenham um papel fundamental na evolução das galáxias. Eles também estão ligados a fenômenos extremos, tais como "vampiro estrelas", onde uma estrela menor companheiro chupa importa para fora da superfície de seu vizinho maior.

"As estrelas são gigantes absolutos", disse Hugues Sana, da Universidade de Amesterdão, Países Baixos, que é o principal autor do estudo.

Estrela do vampiro!  Uma nova pesquisa usando dados de Very Large Telescope do ESO ¿s revelou transferência de massa perto binários de uma estrela para outra, uma espécie de vampirismo estelar ilustrado na impressão deste artista

"Eles têm 15 ou mais vezes a massa do nosso Sol e pode ser de até um milhão de vezes mais brilhante. As estrelas são tão quentes que brilham com uma luz branco-azulada brilhante e têm temperaturas de superfície mais de 30.000 C. "

Os astrônomos estudaram uma amostra de 71 estrelas do tipo O-estrelas individuais e em pares (binários) em seis próximos aglomerados de estrelas jovens na Via Láctea. A maioria das observações em seu estudo foram obtidos utilizando os telescópios do ESO, incluindo o VLT.

Ao analisar a luz proveniente dessas metas em maior detalhe do que antes, a equipe descobriu que 75 por cento de todas as estrelas do tipo O existem dentro de sistemas binários, uma proporção maior do que se pensava, ea primeira determinação precisa deste número.

Mais importante, porém, eles descobriram que a proporção desses pares que estão perto o suficiente para interagir (através de fusões estelares ou de transferência de massa de estrelas chamados de vampiros) é muito maior do que ninguém tinha pensado, que tem profundas implicações para nossa compreensão da evolução da galáxia.

O tipo de estrelas representam apenas uma fração de um por cento das estrelas no Universo, mas os fenômenos violentos que lhes estão associados significa que eles têm um efeito desproporcional sobre os seus arredores.

Os ventos e os choques provenientes destas estrelas podem tanto gatilho e parar de formação de estrelas, os seus poderes de radiação o brilho da nebulosa brilhante, sua supernovas enriquecer galáxias com os elementos pesados ​​cruciais para a vida, e estão associados com explosões de raios gama, que estão entre os fenômenos mais energéticos do Universo. O tipo de estrelas são, portanto, implicado em muitos dos mecanismos que conduzem a evolução das galáxias.

Uma impressão de artista do sistema binário LH54-425, que consiste em duas estrelas muito massivas.  A estrela maior do poderoso vento domina o vento estrela menor, criando uma região de gás quente, onde as saídas colidem

"A vida de uma estrela é muito afectado se existir ao lado de outra estrela", diz Selma de Mink (Space Telescope Science Institute, EUA), co-autor do estudo.
"Se duas estrelas orbitam muito próximos uns dos outros podem se fundir. Mas mesmo se não o fizerem, uma estrela, muitas vezes, puxar importa para fora da superfície de seu vizinho. "
Fusões entre as estrelas, que as estimativas da equipe será o destino final de cerca de 20-30 por cento de O tipo de estrelas, são eventos violentos. Mas mesmo o cenário relativamente suave das estrelas de vampiros, o que representa um adicional 40-50 por cento dos casos, tem efeitos profundos sobre a forma como estas estrelas evoluem.
Até agora, os astrônomos a maioria considerou que perto de órbita de estrelas binárias massivas eram a exceção, algo que só era necessário para explicar fenômenos exóticos, tais como raios-X binários, pulsares duplos e binários buraco negro.
O novo estudo mostra que para a correta interpretação do Universo, esta simplificação não pode ser feita: essas estrelas pesados ​​duplas não são apenas comuns, suas vidas são fundamentalmente diferentes dos de estrelas individuais.

Por exemplo, no caso de estrelas de vampiro, menor, estrela de massa mais baixa-se rejuvenescido como suga o hidrogénio fresco a partir do seu acompanhante. Sua massa vai aumentar substancialmente e vai sobreviver a sua companheira, sobrevivendo muito mais do que uma única estrela da mesma massa seria.

A estrela vítima, entretanto, é despojado de seu envelope antes que ele tenha a chance de se tornar uma gigante vermelha luminosa super.
Em vez disso, o seu núcleo quente, azul está exposta. Como resultado, a população estelar de uma galáxia distante pode parecer muito mais jovem do que realmente é: ambas as estrelas vampiros rejuvenescidos, e as estrelas vítima diminuição tornará mais quente e mais azul na cor, imitando a aparência de estrelas mais jovens.

Conhecer a verdadeira proporção de interagir estrelas de alta massa binários é, portanto, crucial para caracterizar corretamente estas galáxias distantes.

A única informação que os astrônomos têm em galáxias distantes é a partir da luz que chega aos nossos telescópios.

Sem fazer suposições sobre o que é responsável por essa luz, não podemos tirar conclusões sobre a galáxia, por exemplo, como grande ou quão jovem ele é.

Este estudo mostra que a suposição freqüente que a maioria das estrelas são simples pode levar a conclusões erradas ", conclui Hugues Sana.

Entender o quão grande são estes efeitos, e quanto esta nova perspectiva vai mudar a nossa visão da evolução galáctica, vai precisar de mais trabalho. Estrelas binárias de modelagem é complicado, por isso vai levar algum tempo antes de todas essas considerações são incluídos em modelos de formação de galáxias.

O preocupante retrocesso dos glaciares

glaciar

Durante a segunda metade do passado século, falou-se um pouco por todo o lado sobre a possibilidade de estar a acontecer uma alteração climática. Muitos olharam para esta teoria com cepticismo, outros interpretaram isso como sendo uma notícia sensacionalista, e assim chegámos ao século XXI, onde se começa realmente a ter algumas certezas sobre o aquecimento global.

Falou-se primeiro no buraco do ozono, depois veio a hipotética subida do nível dos oceanos devido ao degelo dos glaciares. Actualmente temos a prova de que todos aqueles prognósticos se estão a cumprir. A Antárctida está a derreter rapidamente, e deste continente desprendem-se blocos de gelo tão grandes como países inteiros, que flutuam à deriva até derreterem nos mares que rodeiam o pólo sul.

Os glaciares retrocedem e imagens de satélite mostram a evidência do seu lento desaparecimento. Tanto os glaciares do norte como do sul do nosso planeta oferecem esta preocupante perspectiva. O nível dos mares ainda não se alterou muito nas costas dos continentes, mas assim como aconteceu o degelo dos glaciares como aviso, também é quase seguro isso irá acontecer.

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Um dos glaciares mais famosos é o Perito Moreno. Milhares de pessoas visitam este gigante de gelo que oferece todos os dias um espectáculo incrível e belo da queda de enormes blocos de gelo para as águas dos mares da Patagónia. O mais triste desta realidade é que pouco ou nada podemos fazer e apesar da evidência, continuamos a tratar o nosso planeta com a mesma cegueira do quem pensa que tudo podemos fazer sem nada acontecer.

25 de julho de 2012

Derreteu 97% da camada de gelo na Gronelândia em apenas cinco dias

Em apenas quatro dias, medidos a partir do dia 8 de julho (esq.), a área da camada de gelo descongelada que era de 40% passou para 97% (dir.). Foto: Nasa/ Divulgação

A enorme superfície de gelo da Groenlândia, na costa nordeste da América do Norte, sofreu um descongelamento "sem precedentes" no mês de julho, segundo a Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos. De acordo com os cientistas da Nasa, em apenas quatro dias, medidos a partir do dia 8 de julho, a área da camada de gelo descongelada que era de 40% passou para 97%.

Apesar de cerca de metade da camada de gelo da Groenlândia normalmente derreter nos meses de verão, a velocidade e proporção do derretimento registradas neste mês surpreendeu os cientistas e por ser das mais elevadas desde que o monitoramento satelital da região teve início, há três décadas.

Entre as áreas em que se detectou derretimento estava até o local mais frio e mais alto, a estação Summit. De acordo com os especialistas da Nasa, quase toda a camada de gelo da Groenlândia, desde suas finas extremidades na costa, até o seu centro, que tem três quilômetros de espessura, enfrentaram algum grau de derretimento em sua superfície.

Indagações

"Quando nós vemos derretimento em locais que não havíamos visto antes, ao menos em muito tempo, isso nos leva a perguntar o que está acontecendo", afirmou o cientista-sênior da Nasa, Waleed Abdalati. "É um forte sinal, cujo significado nós iremos desvendar dentro de muitos anos."

O cientista afirmou ainda que como um forte derretimento similar já foi registrado na Groenlândia, a Nasa ainda não foi capaz de determinar se esse foi um evento natural ou um fenômeno raro. Também não se pode afirmar ainda se ele foi provocado por mudanças climáticas acarretadas pelo homem.

Segundo registros da camada de gelo da Groenlândia, o trecho da estação Summit já havia derretido em 1989. A notícia surge dias após outra imagem satelital divulgada pela Nasa ter revelado que um grande iceberg, com o dobro do tamanho da ilha de Manhattan, em Nova York, se partiu de uma geleira na Groenlândia.

Apesar do alarde, cientistas afirmaram que boa parte da camada de gelo da nação já voltou a congelar novamente.

24 de julho de 2012

Conheça o novo traje espacial dos astronautas da NASA

Roupa foi apresentada nesta semana pela Agência Espacial Norte-Americana.



A NASA apresentou nesta semana um esboço de como será o próximo traje espacial usado pelos astronautas em missão de exploração. O protótipo deve ser utilizado já pela próxima missão tripulada a deixar o planeta Terra.
Na foto acima estão marcados três itens, descritos por Mary Beth Griggs da Popular Mechanics. Entenda o que cada um deles significa:

Port

O dispositivo que via às costas dos astronautas permite que eles sejam fixados à aeronave para atividades extraveiculares. Quando usado em ambientes com baixa ou nenhuma atmosfera, a porta conserva mais ar do que um bloqueio de ar convencional.

Mobilidade

O traje tem rolamentos na cintura, nos quadris, nas coxas e nos tornozelos para permitir maior mobilidade. O recurso é essencial para coletar amostras de solo em terrenos acidentados.

Material

Esta cobertura provisória exterior esconde um grande trabalho de engenharia na parte interior. Uma camada de uretano revestido de nylon retém ar e uma camada de poliéster permite que o traje mantenha a sua forma.

Descoberta de vida extraterrestre até 2020



Sem dúvida esse é um dos assuntos mais polêmicos e mais debatidos desde que a humanidade começou a se interrogar sobre sua origem.

Mesmo sendo acusado de cético por alguns e visionário por outros, vou partir de uma premissa válida, já apontada por Carl Sagan, de que existe sim vida em outros planetas – caso contrário seria um tremendo desperdício de espaço, considerando as fantásticas dimensões do nosso universo.

E para restringir um pouco a polêmica, abordarei a descoberta de vida em outros planetas em suas formas mais primitivas: bactérias, protozoários, fungos, algas, musgos, etc.

Deixarei o debate sobre a equação de Drake, paradoxo de Fermi e outros aspectos da possibilidade de civilizações extraterrestres tecnologicamente evoluídas para mãos especializadas – os ufólogos.

Colocada esta condição de contorno, ouso fazer minha aposta:

- Até 2020 a ciência oficial irá anunciar a descoberta de vida extraterrestre.

Provavelmente um organismo extremófilo a ser encontrado em alguma caverna de Marte ou em um dos célebres satélites de Júpiter e Saturno (tais como Europa ou Titã respectivamente), cujos oceanos, mesmo a baixíssimas temperaturas poderiam muito bem abrigar um extremófilo policelular, como o krill antártico, por exemplo.

Apenas recordando nossas aulas de biologia, é considerado extremófilo todo o organismo cujo habitat encontra-se em condições geoquímicas extremas, prejudiciais à maioria das outras formas de vida na Terra, tais como fontes de água muito quente ou muito gelada, rios, lagos ou mares muito salinos, muito ácidos ou muito alcalinos, pântanos (onde produzem metano) ou ambientes ricos em gás sulfídrico, arsênio, ou com extremos de temperatura ou com elevada radioatividade.

Listo aqui alguns exemplos:


  • Micro-organismos do domínio Archea que se assemelham às bactérias e são encontrados nas águas ferventes da maior fonte geotermal do mundo o “Grad Prismatic Spring” (foto) do parque nacional de Yellowstone (EUA).
  • Verme de Pompéia (Alvinella pompejana): um poliqueta vermiforme extremófilo, encontrado em águas profundas, especificamente em fontes hidrotermais do Oceano Pacífico.
  • Insetos da ordem dos Grylloblattodea que vivem em dobras de bancos de neve e cavernas de gelo e geralmente em elevadas altitudes.
  • Bactérias da família Halomonadaceae encontradas no lago Mono (EUA), de altíssima salinidade e rico em um célebre veneno – o arsênio.
  • Krill antártico – um artrópode, primo do camarão, que sobrevive em águas cujas temperaturas estão próximas de 0oC e mesmo assim representa, em termos de biomassa, uma das espécies mais bem sucedidas em nosso planeta.
  • Fungos radiotróficos que usam a radiação gama para viver da mesma forma que as plantas utilizam a luz, tais como as espécies Cladosporium sphaerospermum, Wangiella dermatitidis e Cryptococcus neoformans que foram encontrados recentemente formando uma espécie de bolor nos restos mortais do reator de Chernobyl na Ucrânia e sobrevivem em um ambiente cujo nível de radiação é pelo menos 500 vezes maior que o normal.

  • É lógico, portanto, intuir a possibilidade iminente de algumas das diversas sondas enviadas para os mais diversos pontos de nosso sistema solar, encontrar organismos unicelulares ou mesmo policelulares adaptados a essas condições extremas. A meu ver é só uma questão de tempo.

    Eu fiz minha previsão.

    Qual é a sua?

    Leopardo se arrepende de matar babuíno por causa de filhote



    Uma cena inusitada foi registrada pela equipe da National Geographic em 2006, enquanto filmavam o documentário “Eye of the Leopard” (Olho do leopardo, em tradução livre). Legadema, uma jovem fêmea leopardo, fwz seu primeiro abate de um dos maiores inimigos dos leopardos, um babuíno fêmea. Enquanto levava a presa para uma árvore, o inesperado acontece: um filhote de poucos dias se solta do corpo da fêmea.

    Movida pela curiosidade, Legadema se aproxima do órfão e, em vez de partir seu pescoço com uma dentada, deita-se ao lado do filhote, num misto de curiosidade e instinto maternal. Durante parte da noite que se segue, a jovem leopardo cuida ou tenta cuidar do filhote, que acaba não resistindo (ainda era muito jovem para sobreviver sem os cuidados da mãe).



    A fase de “ama de leite” da jovem leopardo durou apenas uma noite, mas ficou registrada como um evento curioso: um predador cuidando de um filhote de sua presa. No outro dia, a natureza seguiu seu curso, e a fêmea babuíno foi devorada pelo leopardo.

    Cientistas planejam usar nuvem artificial para bloquear o sol



    Uma ideia curiosa para reduzir o aquecimento global se tornou alvo de polêmicas nos Estados Unidos e na Europa: uma nuvem artificial de partículas de sulfatos, capazes de refletir luz solar e, assim, reduzir a temperatura do planeta.

    O projeto é um exemplo de geoengenharia (ciência que estuda como combater mudanças climáticas com base em intervenções físicas, químicas e biológicas) e, segundo seus autores, pode ser uma alternativa acessível para desacelerar o aquecimento global.

    Para testar a viabilidade da “nuvem artificial”, eles pretendem fazer um teste em microescala, usando um balão para liberar dezenas ou centenas de quilogramas de partículas em uma área da camada de ozônio, partindo da cidade de Fort Summer, Novo México (EUA), a uma altitude de aproximadamente 25 kilômetros.

    Apesar do otimismo da dupla de engenheiros, ambientalistas temem que intervenções desse tipo tenham consequências drásticas se forem feitas em larga escala, como danos à camada de ozônio e alterações no regime de chuvas em várias regiões. Outra preocupação é a de que, se a ideia se tornar uma alternativa contra o aquecimento global, os esforços para reduzir emissões de carbono fiquem em segundo plano.